Wilson Xavier de Oliveira, Advogado

Wilson Xavier de Oliveira

São Paulo (SP)

Sobre mim

56 anos, casado, 4 filhos, 3 netos, Advogado especializado em direito trabalhista, com trajetória firmada com atuação na área de recursos humanos de empresas privadas e públicas exercendo cargos de supervisão e assessoria.

Principais áreas de atuação

Direito Tributário, 100%

É o segmento do direito financeiro que define como serão cobrados dos cidadãos os tributos e outr...

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Andre Pinheiro, Advogado
Andre Pinheiro
Comentário · há 11 anos
Não muito tempo atrás,e ainda hoje, era a cor da pele que definia essa questão de confiável e não confiável, igualmente se estrangeiro ou não estrangeiro, família conhecida e família desconhecida. Ainda, as roupas e as tatuagens de hoje, eram definidas como critério científico para validar teorias duvidosas. Não podia ser policial, não podia doar sangue e etc. Um batom vermelho ou o tipo de biquíni, definia que tipo de mulher e para que servia, e ainda hoje define. Assim trajes, cor da pele, procedência, tipo de credo e etc, são critérios ainda usados em larga escala e com critério científico bem apurado.
Tenha aparência árabe e veja como não ser tratado no aeroporto americano. Há vários estudos que "comprovam" moças bonitas passam mais confiança em um júri, não é a toa que mulheres magras e bonitas estão em todos os outdoors vendendo confiança e atitude para platéia. Agora, qualquer cientista treme nas bases de tocar no assunto, que garotas brancas possuem credibilidade, assim como homens "bem sucedidos" travestidos de posse e fama, são capazes de se livrar habilmente de suas práticas "mal sucedidas".
De forma que, para fugir das questões básicas de preconceito, de cor, sexo, raça e etc. Vemos agora apresentado como "new black" a face sisuda do indivíduo como elemento de desconfiança.
De forma alguma quero tirar mérito do estudo, eu acho bastante válido, pois demonstra claramente que ainda optamos pelo preconceito.
É claro que uma face fechada em determinados contextos deve ser evitada, assim com um felino com orelha para trás. O problema do estudo não está na hipótese, está na conclusão. Esta, com certeza extremamente indutiva, induz crer a não confiabilidade pelo semblante.
Mas uma loira jornalista antipática e um deputado reacionário nos brinda todos os dias com um tom severo em suas falas. Atualmente o tom de revolta é a regra de confiabilidade contra o semblante confiável do papa e dos padres. Os coléricos e histéricos pastores passam mais confiança e alteram melhor a percepção que o discurso angelical dos padres.
O discurso do ódio da fox deixa o a americanos rígidos em frente suas televisões e virulência se propaga pelos lares, o perigo iminente do terrorismo árabe, enquanto jovens brancos americanos atiram contra negros e são tratados como garotos com problemas mentais. O semblante do jornalista varia de acordo com a cor que ela quer passar, mas independente do semblante ele passa confiabilidade.
No Brasil os banqueiros tiveram que pedir para a mídia diminuir a virulência para não estourar uma guerra civil.
As carrancudas âncoras da Globo mudaram o semblante sisudo do dia para noite e foram ameaçadas pelas pessoas na rua. Em jornalismo a regra lucrativa para passar confiança é a de levar terror, com face fechada, respiração ofegante, voz nervosa e atitude severa. Sorriso é para fracos.
Um estudo como este pesa rigorosamente em jovens sem traquejo social e com dificuldades de se expressar, diversamente dos jornalistas patéticos que representam para as a câmeras, terão dificuldade de passar confiança com um estudo superficial como este. E o pior quanto mais o estudioso acredita em suas variáveis , maiores as chances dele acreditar que faz e fez um bom trabalho.
Assim como a psicóloga que coloca inusitados bonequinhos para crianças em júris americanos muitas vezes induzindo crianças, confiáveis por preconceito, a dizer coisas inimagináveis em tribunais americano e com consequências desastrosas. Mas igualmente, na cabeça científicas das psicólogas elas fizeram um excelente trabalho, mesmo que os resultados tenham sido catastróficos na abordagem duvidosa.
Eu poderia escrever um livro sobre desvios de percepção falsamente científicos.
No Brasil é cediço que a figura materna é tratada como uma vaca sagrada indiana, quem advoga em questões familiares sabe o peso dessa crença nos tribunais. Se fizerem um estudo sobre isso, levará a conclusão que mães são confiáveis, independente que tenha uma mulher sorrateira de baixo daquela roupa materna. Em contrapartida nos EUA fizeram um estudo que as famílias monoparentais deve ser evitada, jogando as mães solteiras no marasmo da desconfiança.
Então trabalhar com preconceitos sociais é de fato ótimo para o marketing, para vendas, para incriminações e absolvições,para aceitação social, manipulações, encenações e etc.
Demonstre que uma determinada forma de cabeça é ameaçadora, convença a platéia e pronto, nós conhecemos o desastre que fizeram o Joãozinho cumprir uma pena maior que o colega da cela ao lado pelo mesmo crime.
Seja um canalha bem vestido e com semblante angelical e com certeza terá mais chances de absolvição e penas mais brandas, enquanto seu colega maltrapilho e sisudo pagará severamente pelo mesmo crime. Chame isso de científico em ganhe dois pontos a mais e vá para o próximo nível. Perpetue o preconceito e tenha a crença que está fazendo um bom trabalho, invente o "new black" e comprove que dentes tortos não passam confiança, sardas passam, cabelo liso passa, olho trocado não passa, cadeira de rodas passa...P.S a minha foto não passa confiança, então.... fui reprovado.
PS 2, esse estudo equivale a pegue lenços verdes e lenços vermelhos, crie dois grupos de controle, peça para que os participantes usem, depois de um tempo procure ver quem teve problemas cardíacos, chegue a conclusão que lenços verdes matam mais.
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